1 de setembro de 2011

Você sabe o que o seu filho faz na internet?

As crianças da geração atual já nascem conectadas, praticamente saem da barriga da mamãe plugadas nas novas tecnologias. Mal começam a balbuciar as primeiras palavras e lá estão elas, sentadinhas (sem nem tocar os pés no chão), navegando na internet. São donas de uma curiosidade impressionante e aprendem tudo com rapidez (se bobear, muito mais rápido que você...nem adianta ficar com vergonha!).


Na internet, as crianças e adolescentes dão show, fuçam em tudo, sabem de tudo e estão presentes em todas as redes sociais. Mas, você já parou para pensar em todas as coisas que estão disponíveis na internet? E mais, já conversou com o seu filho sobre o que ele faz tantas horas na rede?

Muitos pais não têm nem ideia por onde seus filhos andam na internet. Acham que é tudo uma bobagem, que são “coisas de criança” e não tem por que perder tempo com a vida virtual dos filhos. “Afinal, vida virtual é bem diferente da vida real”, diriam alguns pais desavisados. É bom repensar essa atitude...

De acordo com o psiquiatra Antônio Augusto Bonotto, em entrevista para o Jornal do Almoço – veiculado no Rio Grande do Sul -, “a utilização das redes sociais deve ser orientada, pois a criança não tem a capacidade de avaliar o que é positivo e saudável, quem ela pode ou não adicionar como amigo”. Os pais devem orientar a criança e o adolescente sobre como fazer o julgamento dos riscos da internet. “Ela terá que entender que a rede, como no mundo lá fora, têm pessoas que oferecem risco e que não se pode confiar como em um amigo”, completa o psiquiatra.

Outro ponto bastante comum nas famílias é a localização do computador no quarto da criança e/ou adolescente, o que dificulta o controle. Sobre esse assunto, o psiquiatra afirma que adolescentes acima de 18 anos podem ter certa dose de privacidade. “Já a criança e o pré-adolescente é necessário um acompanhamento e aconselhável saber quais os sites eles estão usando”, afirma Bonotto. De acordo com o psiquiatra, a oferta de estímulos na internet é muito grande e as crianças não possuem maturidade suficiente para avaliar se isso vai fazer bem ou não para ela.

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